Aquele menino lá, o tal de Caio.

Ai, esse menino viu? há vezes que sinto que somos iguais, com o mesmo signo zodiacal, com a mesma vontade de doçuras e de loucuras inatigíveis, eterna fé extrema e repentina descrença desnecessária nas pessoas, e estas coisas de virginianos. E eu olho assim, que conforto me dá, um ser humano que nasceu tão antes de mim, que nunca me olhou, que nunca soube de um segredo meu, que nunca foi interrompido pelas minhas falas ininterruptas que quase cegam todos ao meu redor, ser quase o que sou, só que um pouquinho melhor e com um cigarro na boca. É, ao menos este vício eu consegui largar. Este de ser boa pessoa com quem não me merece.


Na foto: Alguns dos meus 63 livros literários favoritos. Mandei eles se arrumarem para tirar foto, e estes se aprontaram primeiro, os outros meio que reclamaram pois detestam tirar foto, nem na época de escola tiravam para aqueles calendários horríveis que as mães nos obrigam a fazer (para guardar de lembrança). Os óculos apareceram apenas para que quem viesse por aqui, pensasse que sou culta e profunda, mas a verdade é que estou bem longe disso. Odeio usar óculos. Odeio analisar as coisas, e as pessoas. Opto por senti-las ao invés de julgá-las com base no que acredito, ou desacredito. A xícara é de café, mas eu estava tomando chá feito de folhas do quintal. Foto tirada do meu celular com pouca bateria, e muitos números que precisam ser apagados.