20/10 e zero.

Temos o dom de cativar as pessoas mais improváveis. Ás vezes sequer sabemos.
Desejam nossa felicidade num cantinho bem quente no peito. Somos amados por muitos, em segredo. Querem se aproximar, ultrapassar as barreiras
da gentileza educada. Mas não sabem como, ou simplesmente não o fazem.  
Até que num dia qualquer, aquela pessoa que você jurava que era super indiferente ou não ia
muito com a sua cara, te vê e os olhos dela parecem faíscar. Ela está feliz.
Sem querer, deixa escapar que te considera, que te admira, que gosta muito do seu jeito.
E o olhar adianta-se para daqui a alguns meses, e as luzes de fim de ano borram a íris.
Tudo brilha, tudo lhe é confirmado, tudo te ilumina por dentro. E você retribui o olhar com
naturalidade como se aquilo não tivesse lhe trazido furacões para o pensamento.

"É muito bom te ver também."
Virei, e meu sorriso fechou meus olhos.

: )
"
Pois queríamos ser épicos heróicos românticos descabelados suicidas, porque era duro lá fora fingir que éramos pessoas como as outras.
"

É desse jeito, Caio. Desse jeitinho.